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Nova avaliação da Estimulação Magnética Transcraniana mantém a recomendação de primeira linha para o tratamento da depressão resistente

A Rede Canadiana de Tratamentos para o Humor e a Ansiedade (CANMAT) e a Agência Canadiana de Drogas e Tecnologias na Saúde (CADTH) publicaram em junho de 2019 uma nova actualização do seu relatório de avaliação do tratamento por estimulação magnética transcraniana na depressão resistente.

Repetitive Transcranial Magnetic Stimulation for Patients with Depression: A Review of Clinical Effectiveness, Cost-Effectiveness and Guidelines – An Update.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK545105/

Uma técnica que oferece eficácia, segurança e rentabilidade

Neste relatório, é descrito o status actual em termos de eficácia clínica, segurança, rentabilidade e quais as directrizes para uso em pacientes com depressão resistente ao tratamento.

Relativamente à eficácia clínica, são reportadas taxas de resposta e remissão elevadas e clinicamente significativas, com base numa análise de mais de 40 estudos e três revisões sistemáticas. Em relação à segurança, os efeitos secundários mais comummente relatados são dor de cabeça e do couro cabeludo, sem efeitos adversos graves. Também se verificou uma rentabilidade superior da EMT em comparação aos psicofármacos a longo-prazo.

Consequentemente, as recomendações anteriores do CANMAT, que consideram a EMT como um tratamento de primeira linha para pacientes que não responderam à medicação (em pelo menos 1 antidepressivo), foram mantidas. Esta recomendação é baseada em evidências de eficácia de Nível 1 (ou seja, o nível mais alto).

Tratamento disponível em Portugal!

Na clínica Neurovida, encontra desde 2017 o programa Neurother, que utiliza uma combinação de protocolos de EMT e técnicas de psicoterapia de eficácia comprovada. Até à data, foram realizadas mais de 1000 sessões de tratamento, confirmando o sucesso esperado.

De acordo com os estudos, a maioria dos pacientes beneficia da combinação de EMT e psicoterapia, mostrando melhoria clínica a partir da terceira semana de tratamento (aproximadamente após 10 sessões de tratamento). Alguns pacientes podem obter resultados em menos tempo, enquanto outros podem demorar mais.

Se quiser saber se este tratamento pode ser benéfico para si, pode consultar-nos através do seguinte formulário:

Ver mais sobre: Depressão, Estimulação cerebral não-invasiva, Estimulação Magnética Transcraniana

A Estimulação Magnética Transcraniana é segura? Os investigadores comprovam

Desde há 3 décadas que a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) tem vindo a ser utilizada na práctica clínica, pelo que têm sido realizados imensos estudos com vista a avaliar a segurança deste método, sendo que até ao momento considera-se como risco mais grave o seu potencial para causar uma convulsão. Em 1998 foram estabelecidas as primeiras normas de segurança para a EMT repetitiva (pulsos magnéticos administrados em trens consecutivos) e, em 2009 voltaram a publicar-se as recomendações para um uso seguro da EMT repetitiva, sendo estimado um risco de convulsão

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Modulação da rede cerebral através da estimulação cerebral não-invasiva e neurofeedback em casos de AVC: Principais Benefícios – Parte 2

No artigo de ontem falámos de dois inovadores métodos de neuro-reabilitação: a estimulação cerebral não-invasiva e o neurofeedback, nomeadamente na intervenção sobre o comprometimento motor. Hoje iremos abordar a intervenção no défice cognitivo e na dor. Intervenção no Défice Cognitivo 70% dos pacientes com AVC têm algum grau de comprometimento cognitivo que permanece a longo-prazo. Até à data, tem sido reportado um efeito benéfico da estimulação cerebral não-invasiva em diferentes domínios cognitivos, tais como a memória, a atenção, e as funções executivas. Intervenção na Dor pós-AVC A dor central pós-AVC

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Modulação da rede cerebral através da estimulação cerebral não-invasiva e neurofeedback em casos de AVC: Principais Benefícios – Parte 1

Apesar de existirem melhorias causadas pela reabilitação aguda no AVC, a maioria dos pacientes (> 75%) sofre défices de longa duração em múltiplos domínios (função motora, linguagem/fala, cognição, sensibilidade, etc) que comprometem seriamente a qualidade de vida, autonomia, integração social e profissional. Por este motivo, há uma forte necessidade de melhores estratégias de neuro-reabilitação. As técnicas de modulação não-invasiva das redes cerebrais abriram novas oportunidades e perspectivas interessantes para a recuperação de pacientes com AVC. Novos tratamentos, como a estimulação cerebral não-invasiva e o neurofeedback, que visam directamente as consequências

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