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Reabilitação motora pós-AVC: Avanços em 2019

O AVC representa uma condição de saúde grave que muitas vezes envolve incapacidade motora ao longo da vida. A magnitude desta sequela depende principalmente da localização e do tamanho da lesão, além de outros fatores.

Por este motivo, nas últimas décadas, os principais esforços focaram-se na redução da lesão durante a fase aguda, favorecendo um maior número de pacientes através de políticas que priorizam o rápido acesso a métodos de restituição do fluxo sanguíneo cerebral interrompido e a cuidados especializados durante esta fase (Unidades de AVC), onde também se procura limitar o dano tardio provocado pela falta transitória ou permanente de sangue oxigenado na área afetada pelo AVC.

No entanto, pouco trabalho tem sido realizado para melhorar a reabilitação do AVC na fase crónica (6 meses após o acidente), uma vez que o critério generalizado de uma “janela terapêutica” (período de recuperação) limitada a um máximo de seis meses, e uma recuperação até um máximo de 70%, condicionou a concentração dos esforços na fase aguda.

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Novas estratégias na reabilitação pós-AVC

Os resultados experimentais mais recentes, sugerem que a janela terapêutica para recuperação do AVC é muito mais longa, e que outros fatores (como o estado de conectividade cerebral) podem prever melhor a recuperação e fornecer mais precisão na abordagem individual da reabilitação.

De fato, a compreensão atual da patologia do AVC, os mecanismos espontâneos de reparação e reorganização cerebral, e o desenvolvimento de tecnologias para estimular essa reorganização da maneira mais eficiente, fornecem novas estratégias para a reabilitação pós-AVC.

Em 2019, a abordagem mais aceite para tentar maximizar a reabilitação pós-AVC consiste na reconstrução e normalização das redes e funções cerebrais interrompidas pelo AVC.

A combinação de intervenções específicas de reabilitação e de neurotecnologias está no cerne desta estratégia. A reabilitação moderna representa um novo modelo de intervenções guiadas pela avaliação da conectividade cerebral e do estado das redes neuronais, utilizando técnicas neurofisiológicas e de neuroimagem.

O que revelam os artigos científicos recentemente publicados?

Vários artigos publicados nos últimos meses, analisaram os vários estudos publicados sobre este tópico e confirmam que a estratégia acima apresentada está correta.