Modulação da rede cerebral através da estimulação cerebral não-invasiva e neurofeedback em casos de AVC: Principais Benefícios – Parte 2

No artigo de ontem falámos de dois inovadores métodos de neuro-reabilitação: a estimulação cerebral não-invasiva e o neurofeedback, nomeadamente na intervenção sobre o comprometimento motor. Hoje iremos abordar a intervenção no défice cognitivo e na dor.

Intervenção no Défice Cognitivo

70% dos pacientes com AVC têm algum grau de comprometimento cognitivo que permanece a longo-prazo. Até à data, tem sido reportado um efeito benéfico da estimulação cerebral não-invasiva em diferentes domínios cognitivos, tais como a memória, a atenção, e as funções executivas.

Intervenção na Dor pós-AVC

A dor central pós-AVC é melhor caracterizada como um distúrbio da reorganização da rede cerebral. Desta forma, a estimulação cerebral não-invasiva também parece ajudar.

Estudos recentes com vários distúrbios de dor crónica demonstraram os efeitos analgésicos da estimulação do córtex motor, devido à modulação da actividade em redes neuronais sensoriais relacionadas à dor, que se encontram a funcionar de forma mal-adaptativa. A preferência terapêutica actual recai na estimulação magnética transcraniana. Esta abordagem foi recomendada com um nível A (benefício moderado) no controlo da dor.

Em suma, a abordagem de modulação da rede cerebral usando estimulação cerebral não-invasiva e neurofeedback parece ser uma terapia com bastante potencial a fim de melhorar a  recuperação das funções após um AVC.

Se precisa de ajuda na recuperação do seu AVC ou de alguém próximo de si, preencha o formulário abaixo ou telefone para o (+351)  211 535 300. Queremos ajudá-lo(a).