fbpx

Sabia que o intestino está directamente ligado ao cérebro? Conheça um curioso tratamento para a depressão

O Nervo Vago, também conhecido por nervo pneumogástrico, é um dos mais longos do nosso sistema, percorrendo o corpo desde o tronco cerebral até ao abdómen. Através do Sistema Parassimpático, o Nervo Vago controla os principais órgãos do corpo, sendo fundamental para manter as funções vitais.

Em 2010, o neurocientista Diego Bohórquez, da Duke University na Carolina do Norte, fez a descoberta surpreendente de que as células enteroendócrinas (espalhadas pelo sistema digestivo) podem enviar mensagens hormonais ao sistema nervoso central. Porém, um novo estudo revela que o intestino tem uma conexão directa com o cérebro através de um circuito neuronal com mais de 100 milhões de células nervosas.

Nesse estudo, recentemente publicado na Science Magazine é demonstrado que o intestino pode também comunicar com o cérebro através de sinais eléctricos (tal como os neurónios fazem) transmitido em fracções de segundos através do Nervo Vago (a amarelo na imagem abaixo).

Noutro estudo separado, publicado na mesma data na revista Cell, são lançadas pistas adicionais sobre como as células sensoriais do intestino podem proporcionar benefícios. Neste estudo, os investigadores usaram tecnologia de laser para estimular os neurónios sensoriais intestinais em ratos, observando-se um aumento da Dopamina – um neurotransmissor que produz a sensação de bem-estar e prazer.

Combinados, estes dois artigos ajudam a explicar porque é que a estimulação do nervo vago com corrente eléctrica pode tratar a depressão grave (este procedimento é já um tratamento aprovado pela FDA para a depressão). Adicionalmente, também podem explicar, a um nível básico, por que é que comer nos faz sentir bem!

Ver mais sobre: Depressão

Artigo de opinião: Novos avanços no tratamento da Depressão por Estimulação Magnética Transcraniana

O tratamento dos episódios depressivos têm sido uma tarefa difícil para os psiquiatras, sendo focada quer em aspetos farmacológicos, quer não farmacológicos (psicoterapia, estruturação cognitiva, reorganização da situação social, entre outros). A farmacologia existente, apesar dos claros avanços que promoveu no tratamento destas pessoas, reveste-se ainda de alguns efeitos secundários indesejados, além de não garantir uma remissão completa dos sintomas em todos os casos. O desenvolvimento de técnicas de neuromodulação Ao longo dos anos, a comunidade científica tem pesquisado outras formas de tratamento, complementares ao uso de fármacos, e foram

Continuar a Ler »

Mais vale prevenir do que remediar: 3 passos para evitar uma recaída de Depressão

Após sair de um episódio depressivo, a última coisa em que se quer pensar é numa recaída. No entanto, mais vale prevenir do que remediar. Simples passos podem diminuir, e muito, o risco de recaída. Hoje partilhamos três: 1. Praticar exercício Físico Está provado científicamente que o exercício melhora o humor, incluindo em pessoas que estão deprimidas. A agência americana de Centros de Controle e Prevenção de Doenças sugere meia hora de exercício moderado, pelo menos 5 dias por semana, para manutenção da saúde geral. Recentemente, investigadores descobriram que esta

Continuar a Ler »